Primeira parte - desconstruir o processo cognitivo básico humano.
Segunda parte - assimilar a ordem dos elementos.
Terceira parte - analisar o ponto central da criação e (ou) evolução.
Explicações preliminares:
Este texto será completado dia a dia, por isto, não tome como definitivo estes "pedaços" que irão ao ar à partir de agora. Outro ponto importante é saber que Aldey Rydhar, não é adepta de nenhuma religião ou seita, nem tampouco ateísta. Se a princípio este estudo parecer doxa filosófica, os fins justificarão os meios, mas a intenção do mesmo é exatamente o contrário.
Primeira parte: desconstruir o conceito cognitivo básico humano.
O estudo se desenvolverá centrado nos seguintes pressupostos:
1 - Existem duas únicas forças opostas no universo.
2 - Todo o processo cognitivo foi permeado pelas duas forças.
3 - Conclusão: o processo cognitivo humano é falacioso.
Estudando o título : por que desconstruir para compreender ?
A originalidade deste texto está exatamente na desconstrução do cognitivo, isto é, desconstruir a aprendizagem do ser. Esta aprendizagem vem sendo ampliada desde os fundamentos do mundo, sob o ponto de vista metafísico e nestes tempos postmodernos adquirimos um acúmulo de conhecimentos, sem que o conceito básico do ser "quem sou eu" tenha sido respondido.
As teorias de "origem da vida" encontram-se permeada de paradoxos absurdos e causaram a este homem, que busca incessantemente sua origem, a grande desilusão vista atualmente. Paira uma ironia no ar, quando tocamos no assunto "origem da vida". Entretanto, a teoria criacionista não satisfaz, o evolucionismo não satisfaz. Existem uma tensão, entre um e outro, como se fossem dois tópicos totalmente diferentes. Neste ponto colocarei uma questão paradoxal, muito importante para a continuidade do estudo:
"Por que será que estas duas questões são opostas uma à outra?"
Logicamente isto parece normal, sendo que o oponente ao criacionismo (Darwin) também foi um ser normal, como eu e você em busca de respostas para contrapor às teorias religiosas.
Mas aqui eu vou colocar outra resposta que pode trazer ironia à mente do leitor; sem problema, você entenderá depois, continue a ler.
"existem duas únicas forças opostas no universo"
Possivelmente você dirá: "a autora está louca; ela fala de duas teorias e existem outras tantas. Ninguém nunca chegou a um acordo sobre isto, eu paro de ler aqui". Eu peço a você: continue o estudo e no final você poderá chamar-me de louca. No mínimo você terá a chance de conhecer algo novo e mesmo que tudo pareça loucura, afirmo que a metafrase acima é o ponto crucial da compreensão desta teoria. Guarde esta parte do problema : " duas forças". As explicações serão detalhadas ao longo do estudo.
Muito rapidamente, a medida que o estudo avança, você terá a impressão que tudo isto não é novidade e você vai sentir que dentro desta teoria tem pontos paradoxais já explicados na história do ser. Acho que ainda é cedo para dizer a frase abaixo, no entanto ela é fundamental:
«todo o conhecimento humano, adquirido desde a fundação do mundo, foi dispersado em diversas ciências e cada ponto deste conjunto de saberes foi estudado separadamente durante mais de 2.000 anos e a dispersão dificultou a compreensão da verdade»
Voltaremos a este paradoxo mais à frente, antes porém devo lembrar a você que o caminho desta teoria exige que você aceite a desconstrução de tudo que você ouviu sobre a origem do mundo. Você necessita desconstruir (esvaziar) a sua mente de pressupostos, caso contrário não adianta continuar. Pontos de apoio para esta desconstrução:
1 - Você não acredita em criacionismo, nem acredita em evolucionismo.2 - Tudo que falarmos sobre estes dois pressupostos você coloca interrogações e deixa de lado.
3 - Sua mente está limpa de pressupostos e você quer entender a teoria aqui apresentada.
Neste ponto o leitor em geral poderá sentir o chão desaparecer debaixo dos seus pés e pensará o seguinte: " se eu não creio em nenhum dos dois, vou crer em que? Veja aí que nossa curiosidade natural nos interroga sobre a questão. Por outro lado, o leitor poderá também sentir uma grande angústia, ou vazio. Isto é fruto da falta de de um ponto no qual apoiar-se. Este ponto de apoio chamamos de "verdade absoluta".
Nós necessitamos acreditar em alguma coisa e esta coisa deve ser forte e convincente, para nela depositarmos confiança absoluta. Exemplos de referência são: a "Biblia" o "Coran" e "Torah" e para os cientistas "os livros de Darwin". No caso de Darwin, a ciência continua a provar que ele tinha razão em relação à evolução das espécies.
Pausa para ler umaalgo chocante e rir o(a) um pouco com o(a) gentil leitor(a) que fielmente está chegando ao fim do primeiro capítulo junto comigo:
"E se nós provarmos que as teorias da evolução e da criação são igualmente verdadeiras" ?
Texto interrompido em 01/09/07 - Fim do primeiro capítulo.
II CAPÍTULO
Iniciando este segundo capítulo se faz necessário argumentar sobre a parafrase do capítulo anterior, repito a mesma:
A afirmação eclética acima, tanto quanto dogmática, é estritamente necessária para o processo de desconstrução e mesmo que o processo pareça incompreensível a princípio, ficará mais claro no terceiro e quarto capítulo.
Vamos pouco a pouco expondo a metodologia, como estamos tentado mostrar neste capítulo, tomando a direção de um estudo holístico que se definirá no percurso. Assim, para explicar o axioma acima é necessário compreender como se formou a base do conhecimento humano. Portanto, dividiremos este conhecimento em: individual, coletivo de base e o coletivo em permanente evolução.
Então aqui temos:
1 - Conhecimento coletivo humano - assimilado na raíz (formação) da sociedade humana.
2- Conhecimento individual - entre o homem e o meio onde vive.
3- Conhecimento coletivo permanente - em evolução contínua.
Seguindo no caminho da assimilação do conhecimento devemos saber que : o conhecimento pode ser objetivo e subjetivo. O conhecimento objetivo está apoiado na verdade. Ele requer dados de apoio. Já o conhecimento subjetivo se apoia no pensamento. Mas ambos necessitam da consciência para fazer as comparações necessárias para deduções finais. Entender todo o processo cognitivo necessita saber o que é consciência individual e consciência coletiva. Deixemos aqui a consciência moral que será explicada mais à frente. Neste segundo capítulo faremos uma análise do homem que foi pouco a pouco sociabilizando-se.
Partimos do princípio que a sociedade humana existiu em grau ascendente, obviamente sem discutir se o seu aparecimento foi singular ou plural. Mais à frente veremos isto. O que nos interessa agora é imaginar uma situação real, para compreender o processo cognitivo. Esclarecendo que não é possível desconstruir sem conhecer o que se vai desconstruir.
Imaginemos os primeiros grupos de humanos: homens e mulheres que usam a água em abundância e pode-se dizer como Tales de Mileto (625-558 a.C.) "no princípio era a água". A água que é útil mas causa medo; a água que mata e o homem teme os rios profundos, teme as grandes enxurradas. Este homem teme também o próprio homem e os animais selvagens. Para defender-se, ele vive em grupos pequenos, formado pelo clã familiar.
Aqui já percebemos a ação do conhecimento individual; o homem descobre suas necessidades pessoais, vê ao seu redor o convite social, pesa suas necessidades de estar em grupo, se integra no grupo para defesa pessoal; em grupo ele fica mais protegido e esta interação em grupo impulciona o conhecimento coletivo.
O fogo foi a grande descoberta deste homem e mudou o rumo da sua história. O fogo protegia contra invasão de animais selvagens, era um purificador de cavernas, espantava morcegos, purificava as habitações. O fogo também fazia medo. Se mal usado, podia matar o homem, podia destruir a floresta, sua reserva de alimentos. E quando caído do céu, o fogo era ainda mais perigoso.
Vemos, nestas poucas linhas que este homem primitivo já tinha quatro motivos de temor: a água, os animais, o próprio homem e o fogo. Mas os três interagiam entre si. O homem precisava dos outros homens, porque sozinho não sobreviveria. Ele precisava da água e do fogo e dos animais. Esta interação de elementos, homem, água, fogo e animais, formavam a base necessária para o aparecimento da razão. Veja: o clã familiar, a linguagem começando, as primeiras ferramentas rudimentares sendo inventadas, a interação social, enfim, o homem pensava. Ele sentiu que o pensamento era também uma arma, como é hoje para nós. Bem mais tarde disse Descartes "penso, logo, existo". O homem enfim tomou consciência de sua existência.
Como o saber não era o mesmo em todos so clãs, as comparações se faziam presentes e despertavam contendas. A comparação dos saberes de cada clã entrava em choque, exatamente como acontece na era contemporânea, nas guerras que se estendem desde o começo da humanidade. As disputas se definiram irrevogáveis.
Cada clã desenvolveu o saber com os instrumentos do meio onde viveu. Como exemplo simples podemos ver que os clãs da Grécia aprenderam a filosofar, outros clãs apegaram-se a escrever a história dos homens a seu modo e nasceram os textos Bíblicos, enquanto outra parte da humanidade permanecia em estado quase estacionário.
Fica claro deduzir que, ao tentarmos juntar clãs de raízes diversificadas teremos guerras. Estes clãs, defendiam e defendem seus interesses e impedem que outros conhecimentos venham jogar por terra o que eles assimilaram ao longo da história de cada um deles. Neste ponto vemos que a história de cada clã acaba por ser sua verdade absoluta. Ela tem teoria baseada na verdade; tem provas materiais desta verdade; tem testemunha ocular e com a descoberta e aplicação da escrita, esta história tem futuro permanente.
Neste ponto podemos ver que a história de cada clã contém a identidade do clã. Bom, identidade tem relação com vida social, direitos e deveres. Mais genericamente falando, identidade influi no processo psicológico de equilibrio individual e coletivo. Assim, os clã e membros dos clãs, necessitam preservar suas identidades para manter o clã unido. Não admite-se agrupamento com outros clãs que tenham praxis opostas. Quanto mais diversificados, mais os clãs tendem ao desmembramento, ou perda da identidade de origem. Neste caso, cada clã fundou suas próprias ciências baseadas nas suas próprias vivências, onde novas idéias são vistas com desconfiança.
Como exemplo de separação no grupo de conhecimento coletivo: a ciência separada da religião; os clãs que hoje são países, onde a maioria tem medo da globalização; os grupos humanos, cada um com suas próprias ideologias. Esta subdivisão desce até a familia, núcleo básico do clã. E para entedermos melhor o disperçamento dos saberes, analise a família de hoje: o irmão que decide ser médico, enquanto outro irmão vai ser padre...e assim chegamos de volta ao conhecimento individual.
Ainda voltaremos a estes enfoques com outras características, conforme o estudo for aprofundando-se. No entanto ficam as perguntas para continuar a mesma linha de pensamento:
1 - Onde entra a "criação", na "evolução" social, descrita neste segundo capítulo?
2- Esta "dispersão" (ideologias distintas, dispersadas em clãs distintos) apresentada aqui, foi casual, no contexto da origem da vida?
3- O que aconteceu entre o período de formação da terra e a formação dos primeiros clãs?
Como observação advirto que a seguir iremos desconstruir uma grande parte deste segundo capítulo.
III CAPÍTULO
Continuando a explicar a aquisição do conhecimento, sabemos que o homem tem constituição perfeita para aquisição do conhecimento, Independente do meio onde vive. No entanto, seu desenvolvimento mental depende do meio, depende do grupo, depende do que lhe oferece a natureza. Exemplo: caso este homem seja criado numa floresta, em meio aos animais, sem contato com outros seres humanos, ele repetirá o som dos animais, criará objetos rudimentares para seu próprio uso, mas seu desenvolvimento mental e social ficará limitado às influências do meio. Caso ele seja criado em meio civilizado, ele vai desenvolver a fala, o pensamento, a sociabilidade com facilidade. Por isto, observando alguns clã na sua base de formação, observando o clima, o meio em geral, onde ele desabrochou, podemos ver que:
a) Os clãs europeus, na sua formação, tinham climas regulares: o frio, o calor; tinham a natureza, a água em abundância; tinham os alimentos que o meio onde viviam dava-lhes e com este conjunto de elementos tiveram a possibilidade de desenvolver largamente o conhecimento individual, coletivo e alcançar o progresso social e econômico.
b) Os clãs africanos, tinham o sol forte que castigava incessante e os obrigava a passar a maior parte do dia sob a sombra, ou sob árvores e tendas, para proteger-se; absorviam alimentos de baixa energia, necessitando mais de água do que alimentos e o calor tirava as forças para o trabalho. Devido às circunstâncias climáticas opostas ao do homem europeu, não tiveram a mesma chance de desenvolvimento social e econômico.
c) Os clã das regiões áridas, dos desertos, tinham o sol e a areia, a água rara e a natureza adversa, o que obrigava-os a viverem como nômades, mudando daqui para lá, alimentando-se com o que fosse possível e tendo dificuldade para desenvolver-se economicamente.
Aqui tivemos apenas uma pequena noção da formação dos clã e já é possível entender a constituição do conhecimento individual e coletivo de cada grupo, desde a sua aparição, ou formação. No entanto não é nosso interesse adotar uma análise profunda de cada clã social, pois não vamos enveredar por um estudo antropológico já abundante em obras que contam a história das civilizações.
Nestas poucas explicações sobre aquisição do conhecimento nos encontramos face ao que os estudos em diversas ciências: psicologia, filosofia e antropologia conhecem nesta fase contemporânea do mundo. Esta sequência da vida humana, a formação dos clãs, a formação da sociedade, inclui a aquisição e uso da razão e abrange alguns milhares de anos. É importante compreender isto.
Resumindo isto tudo:
1 -Aparecimento do homem.
2-A natureza como fonte de alimento.
3-A natureza impondo sua força, a qual o homem temia.
4-O homem descobrindo que em grupos (clãs) ele ficava mais protegido.
5-O homem que não conhecia responsabilidade (cultura) vivia na natureza livre, como os animais.
6-Em grupo ele começou a usar a razão, pois precisava inventar regras para que o homem sobrevivesse ao próprio homem.
7-A lei do mais forte fazendo com que este homem desce continuidade à sua existência.
8-A natureza, de um lado ajudando os clãs a se firmarem como grupos dominantes e de outro lado, impedindo seu desenvolvimento.
Aqui nós tomamos contato com a história real da humanidade, fácil de compreender e exatamente da forma como é contada pela ciência. Advirto que o estudo seguirá lentamente.
Este capítulo terá continuidade em breve.
Até aqui foi a metade do III capítulo 21/09/2007