terça-feira, 2 de outubro de 2007

A ORIGEM DA VIDA


Desconstruir para compreender - criação e (ou) evolução?


I CAPÍTULO


Este é o estudo primeiro, necessário para compreender tudo que será publicado neste site. Sem ler na íntegra este estudo não será possível compreender nenhuma publicação desta autora. O Estudo deste primeiro texto será dividido em três partes:

Primeira parte - desconstruir o processo cognitivo básico humano.

Segunda parte - analisar o ponto central da criação e da evolução

Terceira parte - conclusão : assimilar a ordem dos elementos.

Explicações preliminares:

Este texto será completado dia a dia, por isto, não tome como definitivo estes "pedaços" que irão ao ar à partir de agora. Outro ponto importante é saber que Aldey Rydhar, não é adepta de nenhuma religião ou seita, nem tampouco ateísta. Se a princípio este estudo parecer opinião (doxa), os fins justificarão os meios, mas a intenção do mesmo é exatamente o contrário.

Primeira parte:

Desconstruir o conceito cognitivo básico humano.

Esta primeira parte se desenvolverá centrada nos seguintes pressupostos:

1 - Existem duas únicas forças opostas no universo.

2 - Todo o processo cognitivo foi permeado pelas duas forças.

3 - Conclusão: o processo cognitivo humano é falacioso.

Estudando o título : por que desconstruir para compreender ?

A originalidade deste texto está exatamente na desconstrução do cognitivo, isto é, desconstruir a aprendizagem do ser. Esta aprendizagem vem sendo ampliada desde os fundamentos do mundo, sob o ponto de vista metafísico e nestes tempos postmodernos adquirimos um acúmulo de conhecimentos, sem que o conceito básico do ser "quem sou eu" tenha sido respondido. As teorias de "origem da vida" encontram-se permeada de paradoxos absurdos e causaram a este homem, que busca incessantemente sua origem, a grande desilusão vista atualmente. Paira uma ironia no ar, quando tocamos no assunto "origem da vida". Entretanto, a teoria criacionista não satisfaz, o evolucionismo não satisfaz. Existem uma tensão, entre um e outro, como se fossem dois tópicos totalmente diferentes. Neste ponto colocarei uma questão paradoxal, muito importante para a continuidade do estudo:

"Por que será que estas duas questões são opostas uma à outra?"

Logicamente isto parece normal, sendo que o oponente ao criacionismo (Darwin) também foi um ser normal, como eu e você em busca de respostas para contrapor às teorias religiosas. Mas, aqui eu vou colocar outra resposta que pode trazer ironia à mente do leitor; sem problema, você entenderá depois, continue a ler.
E se eu afirmar que a resposta a este "porque" está no pressuposto número um: "existem duas únicas forças opostas no universo" ?
Possivelmente você dirá: "a autora está louca; ela fala de duas teorias e existem outras tantas. Ninguém nunca chegou a um acordo sobre isto, eu paro de ler aqui".

Peço a você: continue o estudo e no final você poderá chamar-me de louca. No mínimo você terá a chance de conhecer algo novo e mesmo que tudo pareça loucura, afirmo que a metafrase acima é o ponto crucial da compreensão desta teoria. Guarde esta parte do problema : " duas forças". As explicações serão detalhadas ao longo do estudo.
Muito rapidamente, a medida que o estudo avança, você terá a impressão que tudo isto não é novidade e você vai sentir que dentro desta teoria tem pontos paradoxais já explicados na história do ser. Acho que ainda é cedo para dizer a frase abaixo, no entanto ela é fundamental:

«todo o conhecimento humano, adquirido desde a fundação do mundo, foi dispersado em diversas ciências e cada ponto deste conjunto de saberes foi estudado separadamente durante mais de 2.000 anos e a dispersão dificultou a compreensão da verdade»

Voltaremos a este paradoxo mais à frente, antes porém devo lembrar a você que o caminho desta teoria exige que você aceite a desconstrução de tudo que você ouviu sobre a origem do mundo. Você necessita desconstruir (esvaziar) a sua mente de pressupostos, caso contrário não adianta continuar. Pontos de apoio para esta desconstrução:

1 - Você não acredita em criacionismo, nem acredita em evolucionismo.

2 - Tudo que falarmos sobre estes dois pressupostos você coloca interrogações e deixa de lado.

3 - Sua mente está limpa de pressupostos e você quer entender a teoria aqui apresentada.

Neste ponto o leitor em geral poderá sentir o chão desaparecer debaixo dos seus pés e pensará o seguinte: " se eu não creio em nenhum dos dois, vou crer em que? Veja aí que nossa curiosidade natural nos interroga sobre a questão. Por outro lado, o leitor poderá também sentir uma grande angústia, ou vazio. Isto é fruto da falta de de um ponto no qual apoiar-se. Este ponto de apoio chamamos de "verdade absoluta".
Nós necessitamos acreditar em alguma coisa e esta coisa deve ser forte e convincente, para nela depositarmos confiança absoluta. Exemplos de referência são: a "Biblia" o "Coran" e "Torah" e para os cientistas "os livros de Darwin". No caso de Darwin, a ciência continua a provar que ele tinha razão em relação à evolução das espécies.
Pausa para ler algo chocante e rir o(a) um pouco com o(a) gentil leitor(a) que fielmente está chegando ao fim do primeiro capítulo junto comigo:
"E se nós provarmos que as teorias da evolução e da criação são igualmente verdadeiras" ? Isto contraria tudo que já foi dito até aqui na história da humanidade, não?

Texto interrompido em 02/10/07 - Fim do primeiro capítulo.


II CAPÍTULO



Iniciando este segundo capítulo se faz necessário argumentar sobre a parafrase do capítulo anterior, repito a mesma:

«todo o conhecimento humano, adquirido desde a fundação do mundo, foi dispersado em diversas ciências, sendo que cada ponto deste conjunto de saberes foi estudado separadamente durante mais de 2.000 anos e a dispersão dificultou a compreensão da verdade»

A afirmação eclética acima, tanto quanto dogmática, é estritamente necessária para o processo de desconstrução e mesmo que o processo pareça incompreensível a princípio, ficará mais claro no terceiro e quarto capítulo.Vamos pouco a pouco expondo a metodologia, como estamos tentado mostrar neste capítulo, tomando a direção de um estudo holístico que se definirá no percurso. Assim, para explicar o axioma acima é necessário compreender como se formou a base do conhecimento humano. Portanto, dividiremos este conhecimento em: individual, coletivo de base e o coletivo em permanente evolução.Então aqui temos:

1 - Conhecimento coletivo humano - assimilado na raíz (formação) da sociedade humana.

2- Conhecimento individual - entre o homem e o meio onde vive.

3- Conhecimento coletivo permanente - em evolução contínua.

Seguindo no caminho da assimilação do conhecimento devemos saber que : o conhecimento pode ser objetivo e subjetivo. O conhecimento objetivo está apoiado na verdade. Ele requer dados de apoio. Já o conhecimento subjetivo se apoia no pensamento. Mas ambos necessitam da consciência para fazer as comparações necessárias para deduções finais. Entender todo o processo cognitivo necessita saber o que é consciência individual e consciência coletiva. Deixemos aqui a consciência moral que será explicada mais à frente. Neste segundo capítulo faremos uma análise do homem que foi pouco a pouco sociabilizando-se.Partimos do princípio que a sociedade humana existiu em grau ascendente, obviamente sem discutir se o seu aparecimento foi singular ou plural. Mais à frente veremos isto. O que nos interessa agora é imaginar uma situação real, para compreender o processo cognitivo. Esclarecendo que não é possível desconstruir sem conhecer o que se vai desconstruir.Imaginemos os primeiros grupos de humanos: homens e mulheres que usam a água em abundância e pode-se dizer como Tales de Mileto (625-558 a.C.) "no princípio era a água". A água que é útil mas causa medo; a água que mata e o homem teme os rios profundos, teme as grandes enxurradas. Este homem teme também o próprio homem e os animais selvagens. Para defender-se, ele vive em grupos pequenos, formado pelo clã familiar.Aqui já percebemos a ação do conhecimento individual; o homem descobre suas necessidades pessoais, vê ao seu redor o convite social, pesa suas necessidades de estar em grupo, se integra no grupo para defesa pessoal; em grupo ele fica mais protegido e esta interação em grupo impulsiona o conhecimento coletivo.O fogo foi a grande descoberta deste homem e mudou o rumo da sua história. O fogo protegia contra invasão de animais selvagens, era um purificador de cavernas, espantava morcegos, purificava as habitações. O fogo também fazia medo. Se mal usado, podia matar o homem, podia destruir a floresta, sua reserva de alimentos. E quando caído do céu, o fogo era ainda mais perigoso.Vemos, nestas poucas linhas que este homem primitivo já tinha quatro motivos de temor: a água, os animais, o próprio homem e o fogo. Mas os três interagiam entre si. O homem precisava dos outros homens, porque sozinho não sobreviveria. Ele precisava da água e do fogo e dos animais. Esta interação de elementos, homem, água, fogo e animais, formavam a base necessária para o aparecimento da razão. Veja: o clã familiar, a linguagem começando, as primeiras ferramentas rudimentares sendo inventadas, a interação social, enfim, o homem pensava. Ele sentiu que o pensamento era também uma arma, como é hoje para nós. Bem mais tarde disse Descartes "penso, logo, existo". O homem enfim tomou consciência de sua existência.Como o saber não era o mesmo em todos os clãs, as comparações se faziam presentes e despertavam contendas. A comparação dos saberes de cada clã entrava em choque, exatamente como acontece na era contemporânea, nas guerras que se estendem desde o começo da humanidade. As disputas se definiram irrevogáveis.Cada clã desenvolveu o saber com os instrumentos do meio onde viveu. Como exemplo simples podemos ver que os clãs da Grécia aprenderam a filosofar, outros clãs apegaram-se a escrever a história dos homens a seu modo e nasceram os textos Bíblicos, enquanto outra parte da humanidade permanecia em estado quase estacionário.Fica claro deduzir que, ao tentarmos juntar clãs de raízes diversificadas teremos guerras. Estes clãs, defendiam e defendem seus interesses e impedem que outros conhecimentos venham jogar por terra o que eles assimilaram ao longo da história de cada um deles. Neste ponto vemos que a história de cada clã acaba por ser sua verdade absoluta. Ela tem teoria baseada na verdade; tem provas materiais desta verdade; tem testemunha ocular e com a descoberta e aplicação da escrita, esta história tem futuro permanente.Neste ponto podemos ver que a história de cada clã contém a identidade do clã. Bom, identidade tem relação com vida social, direitos e deveres. Mais genericamente falando, identidade influi no processo psicológico de equilíbrio individual e coletivo. Assim, os clã e membros dos clãs, necessitam preservar suas identidades para manter o clã unido. Não admite-se agrupamento com outros clãs que tenham praxis opostas. Quanto mais diversificados, mais os clãs tendem ao desmembramento, ou perda da identidade de origem. Neste caso, cada clã fundou suas próprias ciências baseadas nas suas próprias vivências, onde novas idéias são vistas com desconfiança. A impossibilidade de fazer-se um estudo holístico da existência esbarra em cada grupo enraizado nas suas próprias verdades, exemplo: a ciência com base no empirismo; religião baseada na fé; cultura ocidental adversa à cultura oriental. Cada clã fincou raízes em verdades geradas ao longo da organização social humana, a qual continua em desenvolvimento, mas busca apoio nas verdades do passado da humanidade. Estas verdades não podem ser checadas. Para fazê-lo precisaremos ultrapassar barreiras e estas barreiras devem ser ousadas, e justamente isto estamos fazendo neste estudo.

Os saberes foram dispersados em núcleos mas se fecharam em clãs. E para entendermos melhor o dispersamento dos saberes, analise a família de hoje: o irmão que decide ser médico, enquanto outro irmão vai ser padre...os saberes continuam a serem espalhados mas lá adiante este novo saber vai formar um novo clã. Não haverá a possibilidade do irmão que aprendeu medicina rezar a missa para o outro irmão e o oposto, o irmão que é padre vir operar um paciente. Mas, o conjunto dos saberes de todos os médicos formam um clã e o conjunto dos saberes de todos os padres formam outro clã.

Voltaremos a estes enfoques na desconstrução, com outras características, conforme o estudo for aprofundando-se. No entanto ficam as perguntas para continuar a mesma linha de pensamento:

1 - Onde entra a "criação", na "evolução" social, descrita neste segundo capítulo?

2- Esta "dispersão" (ideologias distintas, dispersadas em clãs distintos) apresentada aqui, foi casual, no contexto da origem da vida?

3- O que aconteceu entre o período de formação da terra e a formação dos primeiros clãs?Como observação advirto que a seguir iremos desconstruir uma grande parte deste segundo capítulo.



Fim do II capítulo: em 03/10/2007


III CAPÍTULO



Continuando a explicar a aquisição do conhecimento, sabemos que o homem tem constituição perfeita para aquisição do conhecimento, Independente do meio onde vive. No entanto, seu desenvolvimento mental depende do meio, depende do grupo, depende do que lhe oferece a natureza. Exemplo: caso este homem seja criado numa floresta, em meio aos animais, sem contato com outros seres humanos, ele repetirá o som dos animais, criará objetos rudimentares para seu próprio uso, mas seu desenvolvimento mental e social ficará limitado às influências do meio. Caso ele seja criado em meio civilizado, ele vai desenvolver a fala, o pensamento, a sociabilidade com facilidade. Por isto, observando alguns clã na sua base de formação, observando o clima, o meio em geral, onde ele desabrochou, podemos ver que:

a) Os clãs europeus, na sua formação, tinham climas regulares: o frio, o calor; tinham a natureza, a água em abundância; tinham os alimentos que o meio onde viviam dava-lhes e com este conjunto de elementos tiveram a possibilidade de desenvolver largamente o conhecimento individual, coletivo e alcançar o progresso social e econômico.

b) Os clãs africanos, tinham o sol forte que castigava incessante e os obrigava a passar a maior parte do dia sob a sombra, ou sob árvores e tendas, para proteger-se; absorviam alimentos de baixa energia, necessitando mais de água do que alimentos e o calor tirava as forças para o trabalho. Devido às circunstâncias climáticas opostas ao do homem europeu, não tiveram a mesma chance de desenvolvimento social e econômico.

c) Os clã das regiões áridas, dos desertos, tinham o sol e a areia, a água rara e a natureza adversa, o que obrigava-os a viverem como nômades, mudando daqui para lá, alimentando-se com o que fosse possível e tendo dificuldade para desenvolver-se economicamente.


Aqui tivemos apenas uma pequena noção da formação dos clãs e já é possível entender a forma de aquisição do conhecimento individual e coletivo de cada grupo, desde a sua aparição, ou formação. No entanto não é nosso interesse adotar uma análise profunda de cada clã social, pois não vamos enveredar por um estudo antropológico já abundante em obras que contam a história das civilizações. Nestas poucas explicações sobre aquisição do conhecimento nos encontramos face ao que os estudos em diversas ciências: psicologia, filosofia e antropologia conhecem nesta fase contemporânea do mundo. Esta sequência da vida humana, a formação dos clãs, a formação da sociedade, inclui a aquisição e uso da razão e abrange alguns milhares de anos. É importante compreender isto.

Resumindo :

1 -Aparecimento do homem.

2-A natureza como fonte de alimento.

3-A natureza impondo sua força, temida pelo homem.

4-O homem descobrindo que em grupos (clãs) ele ficava mais protegido.

5-O homem que não conhecia responsabilidade (cultura) vivia na natureza livre, como os animais.

6-Em grupo ele começou a usar a razão, pois precisava inventar regras para que o homem sobrevivesse ao próprio homem.

7- A natureza, de um lado ajudando os clãs a se firmarem como grupos dominantes e de outro lado, impedindo seu desenvolvimento.

Aqui nós tomamos contato com a história real da humanidade, fácil de compreender e exatamente da forma como é contada pela história. Advirto que o estudo seguirá lentamente.Este capítulo terá continuidade em breve.


Até aqui foi a metade do III capítulo 04/10/2007

Continuação do III capítulo: 06/10/2007

A maneira sussinta como mostramos a formação dos clãs pode não ter acrescentado nada ao que já sabíamos sobre aparecimento do homem na terra e nela faltaram datas e locais. No entanto, esta fórmula, ausente de datas e locias, foi intencionalmente usada aqui e fará sentido no contexto geral desta tese.

Se, para iniciarmos o processo de desconstrução dissermos que data, locais não tem a menor importância para compreender a origem da vida, o leitor ficará irritado. Na verdade, determinar datas e localizar, aproximadamente, os primeiros homens no globo é feito para provar que uma tese é verdadeira e também para desmentir outras teses.

Nós não estamos tentando desmentir nenhuma tese, nem vamos tentar provar esta tese baseada em fatos que envolvem estudos científicos ainda não acabados na história contemporânea. É inútil continuarmos esta guerra de provas contra certa tese e a favor de outras. Já expliquei acima: tudo que foi repetido por filósofos, cientistas e religiosos nada provaram. Se um dia as datas e locais forem provados, não mudarão o resultado desta tese.

Dissemos lá acima que existem duas forças no universo, que todo processo cognitivo foi permeado pelas duas forças, então o processo cognitivo humano é mentiroso.

Iniciando o processo de desconstrução:

Continuação em breve - 06/10/2007

Continuação 18/11/2007 - retomando a escrita.....

O processo de desconstrução exige uma repetição linear do texto, para obter-se um resultado conceitual exato, sendo assim a forma clássica da desconstrução, no entanto nós iremos saltar do clássico para o inovador e o que iremos descontruir será a parte histórica/metafísica, invertendo o resultado antropológico da natureza humana. A tarefa parece, mas não é complicada.